sexta-feira, 29 de abril de 2011

Yves Klein

Ontem, estava me lembrando de um artista de que gosto muito: Yves Klein. Mais conhecido como pintor, também fotógrafo, autor de uma das fotos mais icônicas da arte: Saut dans le vide (Salto no Vazio), que aparentemente mostra-o pulando uma janela (ou seria um muro?), braços abertos, em direção ao chão.

Mas não podemos falar de Yves Klein sem mencionar o azul. O Azul Klein, que ele tanto usou em seus trabalhos e pinturas monocromáticas. Ao final da década de 1950 ele patenteou como
International Klein Blue (IKB, =PB29, =CI 77007), embora a cor jamais tenha sido produzida comercialmente.

Paralelamente às pinturas convencionais, em diversos trabalhos Klein utilizou-se de modelos nuas cobertas com tinta azul moviam-se ou imprimiam-se sobre telas para formar a imagem, utilizando as modelos como “pincéis vivos”. Este tipo de trabalho ele denominou de “Antropometria”. Outras pinturas com este método de produção incluem “gravações” de chuva que Klein realizou dirigindo na chuva a mais de 100 km/h com uma tela atada no teto de seu carro, e telas com formas provocadas por sua queima com jatos de fogo.

Ao contrário de representar objetos de um modo subjetivo e artístico, Klein quis que seus temas fossem representados por suas impressões: a imagem de suas ausências. O trabalho de Klein reporta-se intensamente a um contexto teórico e de história da arte, mas também metafísico e filosófico, e em seu trabalho ele visou combinar estes contextos. Ele tentou fazer sua audiência experimentar um estado em que uma idéia poderia ser simultaneamente “sentida” e “entendida”.


Yves Klein e seu azul.



"Pincéis vivos"



Saut dans le vide

quarta-feira, 23 de março de 2011

Zona Oculta - Cor de Rosa Choque

O ZONA OCULTA é um projeto de exposição que desde 2004 reúne mulheres artistas sempre discutindo os direitos da mulher. Este ano numa exceção o projeto será realizado com artistas de ambos os sexos, numa imensa instalaçao chamada COR de ROSA CHOQUE. Todos os trabalhos devem ter um elemento rosa choque, para na montagem final ser visto uma grande instalação rosa, com diversos olhares e conceitos.
São 220 artistas participando dessa grande instalação.
O evento acontecerá entre os dias 26/03(abertura) e 01/04 de 2011 no Espaço Cultural CEDIM HELONEIDA STUDART à Rua Camerino, 51, Centro do Rio de Janeiro.
Vale a pena confereir: sábado, dia 26, a partir das 17h no Cedim.




 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Natsumi Hayashi - a fotógrafa que "levita"

A fotógrafa Natsumi Hayashi tem um trabalho bastante curioso. Nas fotos, ela aparece como se estivesse levitando, mostrando uma combinação bem interessante entre seu timer e um salto bem projetado.
“Estamos todos cercados por estresse social”, diz Natsumi quando perguntada por que resolveu montar esta série. “Então, espero que as pessoas sintam algo como uma liberação imediata de seus dias de estresse, vendo minhas fotos de levitação”, conclui.
 As fotos são divertidas de se ver, e a qualidade é tão bacana que a gente quase acredita que ela tá mesmo levitando.


segunda-feira, 14 de março de 2011

Exposição Rubens Gerchman


A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta a mostra “Rubens Gerchman: os últimos anos”, que reunirá 30 serigrafias a e a prova de sua última gravura.
A curadoria da mostra é assinada pelo crítico de arte Enock Sacramento, que tornou-se amigo de Gerchman em 2004, meses depois de ele se transferir do Rio de Janeiro para São Paulo, onde viveu os últimos anos de sua vida.
O crítico acompanhou o desenvolvimento da série de gravuras realizadas pelo editor Pedro Paulo Mendes e Silva de 2004 a 2008, quando Gerchman faleceu.
No segundo semestre de 2007, o artista convidou duas vezes o critico a visitar seu ateliê no Rio, mas ambas as viagens não se concretizaram devido a problemas de saúde do pintor, que também trabalhava como gravador e escultor. “Ele sempre dizia que estaria bom na próxima semana”, afirma o crítico.
Segundo Enock Sacramento, “Gerchman dedicou considerável parte de seu trabalho como artista à gravura e uma exposição mais ampla deste segmento de sua obra se justifica plenamente.
Propomos inicialmente uma mostra de seus últimos trabalhos, daqueles que vi em parte nascer, uma visão decimal de sua  produção gráfica, que tornou acessível sua importante obra a colecionadores em formação”. Na seqüência a mostra segue para a Caixa Cultural São Paulo.
Exposição Rubens Gerchman: os últimos anos
CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2
Av. Almirante Barroso, 25 - Centro – Rio de Janeiro (RJ) – Metrô estação Carioca
Tel: (21) 2544-4080 / 2544-1099 / 2544-7666
Abertura: 15 de março de 2011 às 19h30
De 16 de março a 8 de maio de 2011

quarta-feira, 2 de março de 2011

"The Sea Inside" de Svjetlana Tepavcevic

Há 4 anos atrás Svjetlana Tepavcevic decidiu se arriscar na fotografia. Mas invés de escolher uma câmera digital, como qualquer iniciante no século 21 faria, ela resolveu estudar fotografia PB e aprendeu a imprimir no quarto escuro. Ela sentia falta da tradição e do "drama" da fotgrafia analógica preto e branco.
Tepavcevic logo teve seu trabalho reconhecido pela comunidade fine art local. Nascida na Bónia mas criada na antiga Ioguslávia e atualmente vivendo em Saravejo,seu trabalho abstrato sobre as ondas, lembram desenhos feitos em carvão, são de uma beleza ímpar.
Anthony Bannon, diretor da George Eastman House selecionou suas imagens para uma exposição  organizada pela Atlanta Photography Group ano passado.
Ironicamente, sua série de ondas do mar, chamada “The Sea Inside,” foram feitas em câmera digital, mas ela reflete, “a impressão final do trabalho que faz a diferença,” uma frase típica de quem aprendeu a revelar em quarto escuro.Depois de aprender filme, revelação, químicas e  tudo sobre laboratório, que ela ainda usa de vez em quando, ela se rendeu a modernidade e resolveu aprender fotografia digital.
Bem, de qualquer modo vale a pena conferir o belíssimo trabalho "The sea inside".



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Galeria do Poste - Fev.2011 - Botafogo - RJ

Na última sexta feira eu e Caroline Valansi participamos do projeto exposição Galeria do Poste, onde a dupla de artistas convidades expõe um trabalho ou interfere em um poste urbano.O conceito do Poste é itinerante, ou seja, mensalmente os artistas vão"tomando" diversos postes em diversas localidades do Rio de Janeiro. Já aconteceram intervewnções na Lapa, no Baixo Gávea e em Botafogo. Já estão programadas intervenções na Maré, Tijuca e por aí vamos de poste em poste.
Abaixo dá para conferir um pouco do que aconteceu essa última ediçõa em Botafogo.
 Eu, Marco Antônio Portela (o curador) e Caroline Valansi
 esse foi o meu trabalho no Poste.

 trabalho da Caroline Valansi - uma mesa "postátil"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sophie Ristelhueber

A obra da fotógrafa Sophie Ristelhueber reflete uma volta ao real. Um mundo no qual o homem fala através de seus vestígios, dos ferimentos que lhes são infligidos ou dos que ele deixa no solo, um mundo de territórios marcados por cicatrizes, através de corpos suturados ou de ruínas da guerra.
Nascida em 1949, a parisiense vem fotografando cicatrizes dos lugares atingidos pela guerra, como Beirute, Kuwait, Bósnia e Iraque, desde 1982, lembrando a violência impressa na terra pelo maquinário da guerra. Além do significado geopolítico de um conflito particular, ela está engajada com as ambiguidades do que ela chama de terreno do real e das emoções coletivas.
No link abaixo uma entrevista da fotógrafa concedida para a revista Art World Magazine de 2009.